Mãos à Escrita
Jornal do Agrupamento Professor João de Meira
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25 De Abril
Por Manuela Ribeiro (Professora), em 2014/06/09408 leram | 0 comentários | 141 gostam
Este trabalho foi elaborado pela aluna Alexandra Peixoto, do 6º ano turma E.
25 De Abril
Há muitos anos num país muito distante vivia um povo infeliz e solitário vergado sob o peso de uma misteriosa tristeza. O céu era alto e azul, os campos férteis, o mar e os rios cheios de peixes e de vida. As cidades quentes e luminosas, mas as pessoas que passavam entreolhavam-se com olhos tristes, caminhando apressadamente e subindo-se dentro das casas; e quando se encontravam umas com as outras, nos cafés, nos empregos, na rua, falavam baixo, como se alguma coisa, um segredo terrível as amedrontasse. As populações estavam descontentes porque não havia liberdade, porque Salazar comandava tudo e todos.
Era uma vez um país onde, entre o mar e a guerra, vivia o mais infeliz dos povos à beira – terra.
Durante mais de 40 anos, Portugal vivia mergulhado no medo … numa DITADURA…
Quem governava era Salazar. As pessoas não tinham liberdade! Não podiam dizer mal do governo, senão eram presas e torturadas pela PIDE!
Existia a CENSURA: havia livros, jornais, espetáculos… PROIBIDOS!
Não se realizavam eleições livres e ficavam sempre os mesmos a mandar.
Humberto Delgado, o general sem medo, teve a coragem de proclamar os seus ideais de democracia e acabou por ser assassinado pela PIDE!
Músicos, poetas, através das suas músicas e das suas palavras, também lutavam contra o regime de Salazar…
As escolas tinham salas e recreios separados para rapazes e raparigas.
Nem todas as crianças iam à escola.
Existia uma grande rigidez e disciplina.
Os rapazes com 18 anos tinham que ir para a guerra.
Ate que no dia 25 de Abril de 1974, o povo português decidiu libertar-se do MEDO da DITADURA, da VIOLÊNCIA…
Juntos soldados e povo, saíram à rua e gritaram: VIVA A LIBERDADE!
E o grito que foi ouvido tantas vezes repetido dizia que o povo unido jamais será vencido.
Os soldados colocaram cravos vermelhos nas espingardas, os presos políticos eram libertados, todos se abraçaram.
As pessoas passaram a viver em DEMOCRACIA.
Já podem VOTAR… SÃO LIVRES.
As pessoas já podem conversar e manifestar-se sem medo… já não há censura!
Os meninos e as meninas já podem andar juntos na escola…
Agora o TESOURO DA LIBERDADE pertence-te … és TU que tens que cuidar dele para que ninguém o roube outra vez!

Alexandra Peixoto, 6º E


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