Mãos à Escrita
Jornal do Agrupamento Professor João de Meira
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«Um céu diferente»
Por Alzira Guedes (Professora), em 2014/03/26864 leram | 0 comentários | 634 gostam
A sensibilidade dos animais é amplamente retratada neste texto do aluno Miguel Dias, do 6º. C.
Um céu diferente

Certo dia, estava eu em minha casa e, de repente, ouvi um barulho, mas vi que era o meu cão. Olhei para o relógio e vi que eram horas de o ir passear. Fui buscar a trela e pu-la no Black. Abrimos o portão e saímos. Uns metros à frente do passeio, havia uma floresta. Como não a conhecia, não me aventurei a ir por ali.
Inesperadamente, ouvi um barulho no meio da mata. A minha curiosidade levou-me até lá. Ao aproximar-me, o meu cão começou a ladrar irrequieto. Decidi voltar para casa. Contudo, quando nos dirigíamos para casa, o Black resistiu e puxou-me com um forte esticão, arrastando-me até ao meio da mata. Então, ordenei-lhe:
- Para, Black!
Tentei voltar para casa, mas o Black não queria. Sentei-me numa rocha e soltei-o para ver o que ele fazia. Porém, sentou-se sem fazer nada. Eu não estava a perceber.
 Perguntei-lhe:
- O que queres Black? E ele respondeu:
    - Au, au, au.
Fiquei desorientado e sem saber o que fazer, pelo que, agarrei na trela e obriguei-o a vir para casa. Quando cheguei a casa, pu-lo no terraço. Fui para o sofá; aí pus-me a pensar e senti-me mal, pois pensei que ele não queria estar mais comigo. De seguida, fui ver o Black mas olhei para o terraço e vi que ele não estava lá. Chamei-o em vão. Lembrei-me que ele poderia estar no meio da mata, por isso pus-me a caminho. Quando lá cheguei, escondi-me atrás de uma árvore e espreitei. Lá estava ele; ao ver-me ladrou. De repente vi um monte de borboletas a encher o céu. Passou de um céu nublado para um arco-íris. Fiquei deslumbrado a olhar para elas. Foi uma experiência muito agradável, a que o meu cão me proporcionou.
Fiquei radiante por ver um espetáculo tão bonito.

Miguel Dias, 6º C


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