Mãos à Escrita
Jornal do Agrupamento Professor João de Meira
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Uma aventura no bosque...
Por Alzira Guedes (Professora), em 2013/11/20715 leram | 0 comentários | 163 gostam
Mais uma aventura surpreendente, da autoria do aluno João Miguel Amorim, do 5º B
Uma aventura no bosque

Nas férias de verão, o Diogo e o João foram a Bragança com os pais. Eles ficaram hospedados numa pousada de cinco estrelas perto de um pequeno bosque.
Os dois amigos pediram aos seus pais para irem ver o bosque. Os pais fizeram-lhes a vontade.
Já no bosque, o João viu um lagarto esverdeado em cima de uma rocha a apanhar sol.
 - Diogo! Olha aquele lagarto! Vamos apanhá-lo!?
Eles foram devagarinho para não fazer barulho. O lagarto fugiu e eles desataram a correr atrás dele até que o animal se escondeu entre as pedras. Os pais estavam distraídos a conversar e não se aperceberam que os filhos se tinham afastado.
  Os dois amigos deixaram de ver o lagarto e pararam para descansar.
- João, o lagarto é um animal herbívoro, não é?
- Não. Os lagartos comem insetos portanto são animais insetívoros. Sabias que a maior parte das aves são insetívoras?
O Diogo com um ar pensativo disse:
- Tens razão, nós aprendemos isso na escola. Mas as aves mais pequeninas comem grãos ou sementes por isso são granívoras. Há também as aves carnívoras que comem carne com por exemplo as águias, os falcões, os açores…
O João e o Diogo estavam tão entusiasmados com a conversa que só agora é que perceberam que estavam perdidos.

- Diogo! Lembras-te como chegámos aqui?
- Não. Mas podemos experimentar por ali. - respondeu o Diogo, apontando para um caminho estreitinho entre as árvores.
- Vamos tentar! - propôs o João.
E lá foram eles preocupados e receosos que aquele caminho não fosse o que eles procuravam. Andaram, andaram… até que as árvores começaram a desaparecer… Quando deram conta estavam no sopé de um monte. E assim tiveram a certeza que aquele, não era o caminho certo.
Estavam curiosos a olhar de um lado para o outro quando repararam numa pequenina lebre a comer umas ervinhas muito sossegada. De repente veem uma águia a aproximar-se da lebre. Esta ainda tentou fugir mas a águia foi mais rápida e apanhou-a com as suas garras enormes. A águia voou pela encosta do monte até ao cume, onde estava o seu ninho.
Eles ficaram muito admirados e o Diogo exclamou:
- Ali deve ser o ninho onde ela põe os seus ovos para nascerem os filhos! É por isso que as aves são animais ovíparos. O mesmo não acontece com as lebres cujos filhos saem do ventre da mãe. Por isso são vivíparos.
- Diogo, já reparaste que estamos a recordar a cadeia alimentar e a reprodução dos animais como explicou a nossa professora. Os animais que se alimentam de plantas são herbívoros.
- Olha que as plantas são muito importantes porque produzem os seus próprios alimentos e por isso são seres vivos produtores - acrescentou o Diogo.
- É verdade - continuou o João. Os animais herbívoros são consumidores primários porque comem plantas e os animais carnívoros alimentam-se de outros animais por isso são consumidores secundários. Quando os animais e as plantas morrem são decompostos no solo, transformando-se em húmus onde vão nascer novas plantas. E tudo volta ao princípio.
Entretanto começou a escurecer, eles ficaram bastante assustados por estarem sozinhos. Então fizeram um abrigo para se aconchegarem, num sítio mais escondido para nenhum animal os encontrar…
Ao amanhecer, o Diogo acordou e ouviu tiros.
- João, João, acorda!
  - O que é!? - perguntou o João muito ensonado.
- Ouve isto! - exclamou o Diogo baixinho.
- Deve ser um caçador!
- Não faças barulho – pediu o Diogo _ segurando na mão do amigo.
Passou algum tempo e o caçador foi-se embora. Passado o susto, e já fora do abrigo, o João disse:
- E se fossemos até ao meio da encosta para nos orientarmos?
- Boa ideia – disse o Diogo.
Eles andaram, andaram… até que o Diogo não conseguia andar mais e sentou-se numa pedra. O João também já sem forças sentou-se ao lado do amigo.
- João, que flores tão bonitas! Acho que vou colher algumas para levar para à minha mãe.
Quando o Diogo ia apanhar a flor uma abelha enorme saiu da flor e voou em redor dele a zumbir. O Diogo assustou-se e gritou.
- Aaaaaaai!...
- Calma! As abelhas não ferram se tu não lhes fizeres mal. São até muito úteis porque andam de flor em flor à procura do pólen e do néctar para fazerem o mel e a cera.
- É verdade - interpelou o Diogo. E também são animais invertebrados ao contrário da lebre, da águia e de muitos que têm esqueleto interno, que são os vertebrados.
Depois de recuperarem um pouco continuaram a sua caminhada até mais ou menos até meio do monte.
- Olha João, consegue-se ver daqui a pousada, onde ficámos hospedados!
- Ainda bem! Acho que demos uma grande volta por causa daquele lagarto e desviámo-nos muito da pousada - disse o João.
Então começaram a descer o monte e repararam num pequeno curso de água que saía de entre as rochas. Pareceu-lhes que aquela água da nascente era potável. Como estavam cheios de sede beberam daquela água fresquinha. Mais à frente encontraram amoras silvestres com as quais se deliciaram. Já sem fome e sem sede arranjaram forças para continuar.
Andaram mais um pouco e viram um atalho, por onde passaram e rapidamente chegaram à pousada.
Já dentro da pousada dirigiram-se ao rececionista.
- Por acaso o senhor sabe onde estão os nossos pais? – perguntaram em uníssono os dois amigos.
- Sim. Ainda há pouco os vossos pais vieram aqui saber se vocês tinham aparecido!
- O senhor viu para onde eles foram? - perguntou o Diogo, muito preocupado.
- Eu acho que foram ao quartel da polícia. Mas o melhor é vocês ficarem aqui que eu telefono-lhes. Vou ver o número aqui à ficha.
Eles sentaram-se a descansar até os pais chegarem e … o João acordou, esfregou os olhos e apercebeu-se que este sonho era mais uma aventura dele com o seu amigo Diogo.
Então resolveu escrever mais esta aventura para contar aos seus colegas e amigos.

João Miguel Amorim, 5º B


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