Mãos à Escrita
Jornal do Agrupamento Professor João de Meira
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UMA AVENTURA NA VINDIMA
Por Manuela Ribeiro (Professora), em 2013/10/30575 leram | 0 comentários | 137 gostam
Este texto foi elaborado pelo aluno João Miguel Amorim, do 5º ano, turma B.
UMA AVENTURA NA VINDIMA

   Num belo fim de semana de outono, o João e Diogo decidiram reunir-se, de novo, para mais uma aventura. O pai do João tem umas vinhas no Alto-Douro e os dois amigos combinaram encontrar-se nesse mesmo local.
   À hora combinada, lá estavam eles com a farda de trabalho, preparados para vindimar. Em menos de uma hora, cada um já tinha feito uma fila inteira, enchendo assim dois baldes.
   Ambos estavam tão entusiasmados que nem deram pelo tempo passar e quando se aperceberam, já era hora de almoçar.
   Os dois amigos estiveram o almoço todo a discutir “quem é que já tinha vindimado mais”.
   - João, ainda vamos vindimar!? Acho que a vinha ficou sem uma única uva! - disse o Diogo com esperança do amigo dizer que sim...
   - À tarde, vamos esmagar as uvas e transformá-las em vinho doce. - respondeu o João, comendo o último pedaço de churrasco existente no seu prato.
   Acabado o almoço, dirigiram-se ao lagar. O pai do João colocou um ralador por cima do lagar. De seguida, o João e o Diogo, com a ajuda dos pais, deitaram as uvas para cima do tal ralador, que retirou parte do sumo das uvas.
   - E agora é só pôr numa garrafa e colocar álcool? - interrogou o Diogo, perdendo um pouco do interesse.
   - É óbvio que não! Ainda faltam muitos passos para conseguir obter um bom vinho.- respondeu ele com ar de sabichão.
   Eles subiram para o lagar e começaram a pisar as uvas para retirar o resto do sumo. Ao contrário do que o Diogo pensava, as uvas ainda foram para uma espécie de pipa enorme a que eles chamam «prensa». E essa, sim, retirou o suco todo que, mais tarde, foi levado para outro recipiente.
   Diogo, vendo o pai do João aproximar-se com um frasco na mão, disse:
   - Ali está o álcool para pormos no vinho...
   - Não, aquilo é ácido sulfuroso, serve para matar os bichos existentes no vinho doce. Este líquido, depois de fazer o seu trabalho, evapora-se, portanto passa do estado líquido ao gasoso, por isso mesmo é que tem este cheiro tão forte.
   Depois de deitado o ácido sulfuroso, deixaram o vinho doce quarenta e oito horas para que a parte límpida subisse à tona. A parte boa do vinho foi levada para uma cuba onde iria ficar seis meses a fermentar.
   O Diogo e o João estavam exaustos, mas satisfeitos por terem colaborado nesta atividade agrícola e por terem percebido todo o trabalho que os agricultores têm, antes de todos os produtos agrícolas estarem à nossa mesa.
   Chegados a casa, cada um dos amigos elaborou um texto sobre esta aventura na vindima e sobre os vastos conhecimentos que guardarão para sempre nas suas memórias.

João Miguel Amorim, 5º B


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