Mãos à Escrita
Jornal do Agrupamento Professor João de Meira
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Uma ida ao espaço
Por Manuela Ribeiro (Professora), em 2013/10/30735 leram | 0 comentários | 172 gostam
Este texto foi elaborado pelo aluno João Miguel Amorim, do 5º ano, turma B, a propósito do texto «As sombras», abordado na aula de Português.
Uma ida ao espaço
A propósito do texto «As sombras», abordado na aula de Português

Um dia, dois amigos, João e Diogo, foram dar um passeio ao parque. Eles iam, distraídos a conversar e, a certa altura, repararam que se tinham perdido. Ficaram desorientados, sem saber o que fazer. Continuaram a andar, andar, andar... Até que pararam para descansar. Diogo, avistando umas sombras estranhas, propôs:
- João, olha ali aquilo! O que será?
- Vamos lá dar uma espreitadela. – respondeu simplesmente o João.
Naquele local, a zona florestal do parque, viram dois homens com um ar muito esquisito. Resolveram segui-los. Os homens entraram num pavilhão gigante cuja existência o Diogo e o João desconheciam.
- Uau! Olha só para aquilo! - exclamou o Diogo.
Tinham reparado num alçapão, no cimo do pavilhão. Às escondidas, eles foram até lá. Mais surpreendente ainda, foi o facto de não hesitarem a entrar numa nave. Até então só tinham visto naves nos filmes e em sonhos. Não sabiam o que ia acontecer, mas a curiosidade falou mais alto. O João foi à cabine do piloto e começou a clicar nos botões, à sorte. Começaram a ouvir: «dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um, zero…» E a nave descolou!
Mais estranho ainda: na nave, havia mantimentos e água para eles sobreviverem! Viajaram pelo espaço e conheceram os planetas de que tinham ouvido falar na escola. Como não podiam ir para o lado do sol explorar Vénus e Mercúrio por causa do calor, seguiram para Este.
À chegada a Marte continuaram à descoberta. Procuraram, procuraram, até que encontraram um “ser verde” muito estranho com seis olhos, corninhos e uma boca com um metro. Sentiram algum receio e voltaram para a nave.
Depois, já com mais coragem, tentaram falar com ele. Conseguiram apenas comunicar por gestos. O Diogo e o João perceberam que o ser verde queria ir com eles na nave.
E os três continuaram a sua viagem interplanetária até que o João propôs:
  - E se o levássemos connosco para a Terra? Ficaríamos famosos com esta descoberta! Mas ele podia não gostar...
Tentaram perguntar-lhe o que queria fazer. O Verdinho apontou para a Terra, mostrando vontade de conhecer o planeta do João e do Diogo. Mas, de súbito, ouvindo a voz da professora, regressaram à realidade.
- Ó João, viste o mesmo que eu? As sombras do parque aí em frente já não são cavalos! Eram os marcianos, amigos do Verdinho!- sussurrou o Diogo.
- Eram mesmo eles! Imaginámos o mesmo! Temos de elaborar uma composição e partilhar o nosso sonho com a nossa turma! Eles não vão acreditar.
A força da amizade não tem limites: partilhamos tudo, até os sonhos, as sensações mais incríveis e a recordação daquela nossa sala dos quatro anos da escola primária, que fomos visitar para matar as saudades!

João Miguel Amorim, 5º B


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