Mãos à Escrita
Jornal do Agrupamento Professor João de Meira
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Basta querer
Por Manuela Ribeiro (Professora), em 2013/07/30780 leram | 0 comentários | 163 gostam
Trabalho elaborado em Oficina de Escrita pelo aluno Francisco Novais, do 7º ano turma C.
Lembro-me como se fosse ontem. Finalmente conheci Jasmine, agora não consigo perceber como alguma vez consegui viver sem ela.
Foi para a floresta e começou a andar com monotonia. Começou a fugir de uma sombra misteriosa, correu o mais que pôde… a sombra tinha desaparecido. Algo aconteceu… a floresta começou a tremer e de repente parou. Começou a dançar lentamente, apareceu-lhe um animal do tipo mais estranho à sua frente e começou a dançar com ele.
Infelizmente esbarrou-se contra a barriga do rei. O rei sem saber o que fazer convidou-a para um chá. Estavam os dois cheios de medo. De seguida, apareceram os guardas em forma de bolo (demasiado sérios para a sua forma) e mandaram-na para a masmorra. Jasmine não respondeu , deram-lhe numa chave do tamanho de um coelho.
No seu caminho, começou a cair misteriosamente. Olhou para o alto e decidiu desistir da vida, mais nada fazia sentido, deixou-se levar pela queda.
Finalmente chegou ao final, sem nenhum dano. Jasmine pegou na chave e bateu com ela na porta. A porta abriu-se e a chave desapareceu. Entrou nas masmorras olhando para todos os lados: num canto estava um animal a chorar, as suas lágrimas pareciam cair como um balão, muito lentamente. Jasmine sentou-se, encostou-se a uma parede e adormeceu. Começou a ter um pesadelo: estava presa, não conseguia mexer-se.
Acordou, reapareceu num sítio misterioso. Começou a explorar com um meio sorriso na cara. Não sabia o que fazer… tornou-se neutra para com a vida. Desistiu completamente e deitou-se no chão, foi levada pelo vento. Um pássaro pousou na sua cabeça e lentamente todos os pássaros pousaram sobre o seu corpo. Eu posso dizer isto, eu estava lá: parecia um quadro; estava ela deitada na relva com diferentes tons de verde, todos com orvalho, duas árvores de fundo; Jasmine no meio e todos os pássaros multicolores em cima dela. Ela acordou, não ficou surpreendida. Os pássaros começaram a voar bem alto, passaram pelas nuvens, Jasmine fechou os olhos.
Reapareceu em sua casa, ficou triste. Deitou-se no sofá e lembrou-se como a aventura tinha começado.
Foi a andar até ao sítio onde fugira da sombra desconhecida. Adormeceu. Reapareceu no sítio onde encontrara o rei, ficou eufórica. Começou a correr com felicidade, foi ter com o rei e dançou com ele até cair no chão. Os guardas foram atrás dela, ela fugiu e depois de muitas horas a correr morreu com uma espada no meio da barriga. Partiu-me o coração ver aquilo, mas reparei que ela tinha um sorriso na cara, agora podia viver para sempre naquela floresta.
A sua alma saiu do corpo, só eu a vi. Todos os pássaros começaram a cobrir a sua alma tal com tinham coberto o seu corpo. O rei e os guardas ficaram espantados, mas foram-se embora a andar.
Jasmine tornou-se numa guardiã da floresta e, finalmente, viu-me, percebeu que a sombra que a perseguia era eu e estava apenas a tentar protegê-la, no entanto, o ela ter fugido foi a melhor coisa que podia ter feito, pois assim pôde estar comigo para todo o sempre.

Francisco Novais, 7º C


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