Mãos à Escrita
Jornal do Agrupamento Professor João de Meira
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Entrevista ao Professor Sérgio Macedo
Por Manuela Ribeiro (Professora), em 2016/06/01375 leram | 0 comentários | 85 gostam
Os alunos do 5º ano turma G elaboraram uma entrevista ao professor de EMRC, Sérgio Macedo.
Na aula de Português estudámos a entrevista e fomos entrevistar o professor Sérgio Macedo que também é escritor e ator.

Quem é o Prof. Sérgio Macedo?

O professor Sérgio Macedo é uma pessoa com várias ocupações: ele é ator, escritor e professor. O seu livro favorito é “Lagarta Sim, Lagarta Não”, porque foram muitos dos seus antigos alunos que lhe deram inspiração. Gosta de escrever pequenos textos, mas sem a luz do dia; o silêncio da noite favorece a concentração. Já tem mais três novos livros que está a pensar editar. O professor revela também que uma das suas maiores alegrias foi o nascimento do em 14 de março de 2011 e o que mais deseja na vida é ser feliz.

1.Pode falar-nos um pouco da sua vida?

Essa é a mais difícil das perguntas. A vida vai passando e vamos vivendo o dia-a-dia, aprendemos com o passado para projetar o futuro e não para ficar a pensar no passado, mas acho que, no final de tudo, tive uma infância feliz!

2.Com que idade começou a escrever?

Desde que entrei para a escola. Desde que aprendi o a, e, i, o, u. Ainda que não pareça é um dos momentos fundamentais. Às vezes há pessoas que conseguem contar uma história de uma maneira diferente e são esses que muitas vezes escrevem livros. Mas vocês têm de pensar que todos podem fazê-lo.

3.Gosta mais de ser professor, ator ou escritor?

Gosto muito de ser professor e, aliás, não trocaria a minha profissão por nada. As outras duas complementam-se, porque escritor qualquer um de nós é, apenas contando uma história, e ator é mesmo um complemento.

4.Como consegue gerir todas essas ocupações?

Tendo o dia 24 horas, precisamos simplesmente de saber gerir o nosso tempo. Às vezes deixamos uma coisa ou outra para trás, mas da mesma maneira que vocês têm tempo para brincar, estudar e ter amigos, eu também consigo gerir o meu tempo.

5.Quando se apercebeu que gostava de escrever?

Não sei bem... foi até com alguns de vocês... que me ajudaram a escrever o livro “Lagarta sim, Lagarta não”. Eu simplesmente converti as palavras dos meninos em linguagem adulta. É por essa razão que o livro não tem o meu nome; apenas diz contado por... porque eu contei a história, mas quem a criou foram os meninos do primeiro ano, alguns dos quais estão aqui. O meu primeiro livro foi “O Pirilampo” que vocês viram em teatro, porque assim vocês conseguem perceber melhor que um livro também é uma viagem em 3D.

6.Onde se inspira para escrever?

No meu dia-a-dia... e não fico sentado à espera que tenha uma ideia, porque há dias em que nós estamos com a mente mais aberta e conseguimos criar textos; outros dias estamos mais preocupados e não conseguimos criar histórias com tanta facilidade.

7.Em que contexto prefere escrever os seus textos?

Gosto de escrever à noite, isso sim, porque à noite está tudo silencioso, já não há carros na rua, o meu filho já está a dormir e assim podemos concentrar-nos melhor.

8.Prefere escrever à mão ou no computador?

Ultimamente escrevo no computador porque é mais intuitivo e mais rápido. Reconheço que é preferível escrever à mão, porque visualizamos a palavra, mas é um risco, porque a mão não consegue acompanhar o pensamento. No entanto, gosto sempre de imprimir e corrigir à mão.

9.O que sente quando está em palco?

Não sei bem. Normalmente estou tão concentrado que
nem me lembro do que estou a fazer.
Quando estou em palco gosto muito de ver as fotografias
do lado do público e de ver como as pessoas estão a
sorrir, felizes, porque isso faz-me ver se estou a fazer um
bom trabalho ou não.

10.Qual é o seu sonho de criança?

Bom... houve uma altura em que o meu sonho de criança
 era ser bombeiro, mas vi que não era isso que eu queria. Eu penso que, conforme vamos vivendo, os nossos sonhos vão-se adaptando e o meu verdadeiro sonho sempre foi ser feliz...

Guião e entrevista realizados pela turma 5º G
Texto redigido por Sofia Freitas, 5ºG


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