Mãos à Escrita
Jornal do Agrupamento Professor João de Meira
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Conferência na Polónia
Por Manuela Nunes (Professor), em 2015/06/17379 leram | 0 comentários | 125 gostam
Conferência Internacional : “Good start- Equal opportunities for students with visual disabilities through integrated educational activities”
O nosso agrupamento esteve representado numa conferência internacional, que se realizou dia 12 de junho, em Lodz, na Polónia, para debater os problemas da inclusão de alunos com necessidades educativas especiais em contexto escolar. A conferência realizou-se na instituição Centre no 6 for Blind and Visually Impaired Children in Lodz, escola especializada para alunos cegos e com baixa visão.
Estiveram presentes representantes de diversas entidades, desde representantes locais como a câmara municipal, representantes nacionais do ministério da educação polaco, pedagogos especializados na área em debate, vindos da Noruega. Portugal esteve representado como um exemplo de práticas de inclusão. O agrupamento de escolas professor João de Meira foi convidado pelo facto de ter desenvolvido um projeto de parceria, com a partilha de boas práticas na área da educação especial, em outubro do ano passado. Foram também convidados a participar os Pais e alunos da instituição polaca.
O debate associado a esta conferência procurou dar resposta às múltiplas dúvidas e angústias dos profissionais, técnicos e especialmente aos pais e alunos com necessidades educativas especiais, neste caso, na área da visão. O governo polaco está a rever as políticas educativas relativas à integração dos alunos com necessidades educativas especiais, está a estudar novas orientações e a fomentar um amplo debate sobre as vantagens e as desvantagens de escolas especializadas e/ou a inclusão dos alunos em escolas de referência ou escolas inclusivas.
A apresentação portuguesa centrou-se em três tópicos essenciais: a educação especial em Portugal; a educação especial no agrupamento de escolas professor João de Meira e a inclusão de cegos numa escola de referência, neste caso, o Agrupamento de Escolas de Maximinos, onde o grupo de trabalho da escola João de Meira se deslocou previamente, com objetivo de conhecer a realidade dos cegos na escola de referência mais próxima.

O debate centrou-se na exposição das vantagens das escolas especializadas como a congregação de esforços, meios e recursos que se traduzem em técnicos e especialistas, como por exemplo, a existência de um médico oftalmologista e respetivo equipamento médico na escola, psicólogo e assistente social. A principal desvantagem está associada à implicação da saída de casa de alunos muito pequenos e a sua integração num dormitório na escola, com o consequente afastamento da família.

Outra dúvida que se colocou foi sobre quem deve ter o poder de decidir sobre as escolhas mais adequadas às limitações dos alunos, os técnicos ou os Pais? Quem deve escolher a profissão? As escolhas devem ser pautadas por critérios avaliados por um técnico ou por questões afetivas?

Muitas destas questões fazem-nos recuar no tempo e pensar que em Portugal as mesmas questões foram debatidas há algumas décadas atrás. Porém, também foi possível perceber que há um posicionamento que resulta de um contexto muito diferente quer na área educativa, quer na área política.
O exemplo que levamos procurou mostrar as vantagens e as desvantagens da inclusão. Procuramos mostrar que nos faltam meios e técnicos suficientes para dar as respostas mais adequadas a cada um dos nossos alunos que necessita de apoio, mas também procuramos passar a mensagem de que a inclusão é uma questão de educação para todos, incluir é permitir a coexistência de cada um, com todas as suas diferenças e especificidades.

O grupo de trabalho:
Jorge Carvalho
Lúcia Ribeiro
Manuela Ferreira
Manuela Nunes
Rosário Carvalho

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